Risco de surto de dengue no DF é maior em Sobradinho e Lago Norte; veja lista


 

Seis regiões do Distrito Federal apresentam risco de surto de dengue em 2018, informou nesta terça-feira (27) a Secretaria de Saúde. São – por ordem de perigo – as áreas de Sobradinho 2, Lago Norte, Fercal, Park Way, Lago Sul e Varjão.

Isso significa que foram encontrados focos do mosquito Aedes aegypti em mais de 3,9% dos imóveis vistoriados nestas áreas. Este índice põe automaticamente as regiões em áreas consideradas de risco.

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Risco de surto de dengue no DF em 2018

Região administrativa Focos de mosquito a cada 100 imóveis
Sobradinho 2 11,57
Lago Norte 6,22
Fercal 4,68
Park Way 4,4
Lago Sul 4,19
Varjão 4,15

"Estamos com um aumento da infestação do mosquito e precisamos conscientizar a população em relação aos riscos que isso traz", declarou em entrevista coletiva o secretário de Saúde, Humberto Fonseca.

Em Sobradinho 2, região com dados mais preocupantes, foi encontrado um foco de mosquito a cada nove imóveis; no Lago Norte, o Aedes aegypti tem boas condições de reprodução em uma a cada 16 residências ou comércios.

 

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Na caixa d'água

 

A maior parte dos focos de mosquito foi encontrada em caixas d’água instaladas no térreo das residências. Compradas para fazer frente ao racionamento, os recipientes, porém, acabaram não sendo bem higienizados pela população.

"É importante que cuidem dos reservatórios pra que impeçam a proliferação do vetor [o mosquito]", continuou o secretário de Saúde. Segundo ele, uma caixa d’água bem tampada e limpa anula os riscos de proliferação do Aedes.

Outras 14 regiões do DF estão no chamado estado de alerta e apenas 11 apresentam condições satisfatórias.

 

 

Risco de dengue no DF em 2018: estado de alerta

Região administrativa Focos de mosquito a cada 100 imóveis
Planaltina 3,77
Brazlândia 2,98
Gama 2,82
Itapoã 2,68
Vicente Pires 2,57
Sobradinho 1 2,56
Brasília 2,38
São Sebastião 2,32
Recanto das Emas 2,2
Jardim Botânico 2,08
Ceilândia 1,52
Cruzeiro 1,34
Samambaia 1,34
Riacho Fundo 1 0,93

A radiografia faz parte do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (Liraa), compilado neste mês. Em 2018, foram registrados 295 casos prováveis de dengue no DF. Segundo a secretaria, isso representa uma queda de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

'Dengômetro'

 

Para fazer frente à condição atual, a Secretaria de Saúde disse que vai intensificar o combate ao Aedes e reforçar o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), capacitando os profissionais.

 

Risco de dengue no DF em 2018: condição satisfatória

Região administrativa Focos de mosquito a cada 100 imóveis
Núcleo Bandeirante 0,78
Taguatinga 0,64
Santa Maria 0,5
Riacho Fundo 2 0,45
Sudoeste/Octogonal 0,43
Paranoá 0,41
Guará 0,23
Candangolândia 0,05
Águas Claras 0
SCIA/Estrutural 0
SIA 0

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A pasta também criou o "dengômetro", uma espécie de escala, mostrando em que pé o DF está com relação à dengue. Vai de 0 a 4, nos seguintes estágios: preparação, ativação, incremento, intensificação e emergência.

Cada um destes estágios demanda uma série de medidas especificas. Atualmente, o DF está em nível 1: o de ativação. Isso requer manter uma rotina buscando identificar e eliminar criadouros do mosquito da dengue.

De acordo com o subsecretário em Vigilância em Saúde, Marcus Quito, a preocupação em alertar a população surgiu devido ao aumento do índice do Liraa. O último relatório, de novembro, apresentou uma média de focos do mosquito em 0,95% dos imóveis do DF. Este novo relatório trouxe um aumento, com o número subindo para 2%.

Segundo o secretário de Saúde, mesmo havendo diminuição de casos de pessoas infectadas pela dengue, o balanço serve como alerta para colocar desde já em prática as medidas contra o Aedes. "Nenhuma opção de combate está descartada", afirmou. "Se for necessário, as Forças Armadas sempre poderão ajudar.”

 

Fonte: G1.globo.com

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02 mar 2018


Por Gabriel Luiz
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